Esqueci de postar isso. Passei a noite inteira com o mesmo pesadelo: desenterrando caixões de defunto (aproveitando melhor meu vocabulário - ataúdes ou esquifes). Não adiantou beber água, mudar que cama e de quarto que o pesadelo recomeçava. Que coisa impressionante... Exumações. Alguns caixões com esqueletos, outros vazios. O cemitério tinha algo de familiar, era noite e eu não tinha medo. A terra era macia, úmida e morna. Não havia criptas ou sepulturas acima do solo. Somente lápides sem nomes ou datas. Esparsas árvores e grama bem cuidada. Passei o dia com os olhos ardendo pela privação de uma boa noite de sono. Agora pergunto: faz sentido?
Esse foi o nome que resolvi dar ao meu Blog. Exatamente aqui, me desnudo de alguma maneira, seja através dos meus textos ou poemas, de algumas coisas que li e que me tocam. Gosto de escrever ocasionalmente. Não sou poeta, não sou escritor, ensaísta ou mestre em palavras. Sinto, vivo, contemplo, penso, e finalmente, sou apenas sou: Marco.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Estava sem vontade de escrever, ler ou fazer qualquer coisa nesses últimos quentes dias do verão na terceira maior cidade do Brasil e sétima da América Latina. Meu pc entrou em colapso e segundo o meu ex-técnico a placa-mãe tinha pifado e que teria que ser submetida a testes não sei em que lugar (a globalização não aconteceu em Salvador) e que demoraria três meses a suposta avaliação. Não sabia que existia SUS no mundo da informática. Quase surtei! Afortunadamente um outro técnico fez o que era para ser feito. Reset... e tudo voltou ao seu estado normal. Fico impressionado com a desqualificação profissional das pessoas a nossa volta. Isso em qualquer profissão. Professor de História achando que o tema Capitanias Hereditárias é ligado a Biologia, endocrinologistas que afirmam categoricamente não se deve ingerir nenhum tipo de carboidrato, administradores de empresas que não sabem como declarar imposto de renda de pessoas físicas, baianas de acarajés que colocam alho na massa do acarajé... São tantas besteiras e asneiras que custa-me crer que estou vivendo em um mundo real e não em um pesadelo sem fim.
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