quarta-feira, 27 de junho de 2007

Pelo Messenger um amigo conta da traição que sofreu por acreditar em amar. A princípio, a raiva, o desgosto e o gosto amargo do dissabor de saber que por tanto tempo foi usado, vítima de um jogo, em um triângulo amoroso, onde, os outros dois vértices divertiam-se com a sua ingenuidade e na sua imensa capacidade de amar e tentar fazer a quem se ama feliz. Caetano Veloso disse que "o amor escraviza, mas é a única libertação." Elis Regina, interpretando tão visceralmente no álbum Transversal do Tempo a canção "Cão sem dono" - de Paulo César Pinheiro & Sueli Costa, e ainda, no mesmo álbum "Meio termo" - de Cacaso & Lourenço Beata, mostra ou melhor, explode como um vulcão, a dor, a imensa dor de quem busca coisas verdadeiras em um mundo tão falso, cheio de aparências e superficialidades: "...mais uma vez, mais de uma vez, quase que fui feliz..." porque "a barra do amor é que ele é meio ermo, a barra da morte, é que ela não tem meio termo..." Pergunto: o que é a vida ou o que resta dela, se passarmos por ela sem a possibilidade de conhecer aquilo que a faz tomar sentido?