quarta-feira, 6 de junho de 2007

São nestes dias frios e com chuva intensa,
com o céu carregado de nuvens e mais nuvens cinzas
e o silêncio imenso e torturante deste apartamento,
onde a única voz que se faz ouvir é a minha
quando começo a falar comigo mesmo,
sem que ninguém escute,
é que tento compreender
porque a solidão doí tanto dentro do peito
e as coisas,
por mais que pareçam ter sentido,
diluem-se na essência do existir
ao ponto de se tornarem nada
e restar apenas o vazio.