quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Os remédios parecem que estão fazendo o efeito desejado. Não sei bem, mas, a vontade de beber até cair e ficar inconsciente é forte. O que posso fazer? Os dias estão ficando mais brilhantes vez que o verão aproxima-se. Gostaria de ir até a praia. Gosto de olhar o mar e ainda uma particularidade: olhar o mar quando a linha do horizonte não aparece: funde-se céu e águas. Poucas pessoas percebem isso...

Minha jornada tornou-se exaustiva. Tenho vontade de raspar o resto das minhas economias, deixar sair aposentaria do estado e mudar: mudar de cidade, talvez de estado e começar tudo do zero. Como se não houvesse passado. Que incomodo existencial! Anedonia.

Estava limpado as minhas gavetas do armário. Encontrei um fotografias em um álbum (hoje chama-se book) e fique impressionado com uma coisa: fisicamente mudei pouco, meu rosto permanece quase o mesmo, mas há uma coisa diferente. O brilho dos meus olhos nas fotos. Hoje eu não carrego mais o brilho do meu olhar de infância. Nas fotos atuais ou quando estou frente ao espelho tudo parece déjá-vu. Noites em claro, preocupações com amigos que estão em situação difícil, engordando, cigarros mentolados, água, muita água para beber durante as noites de insônia. Cá estou, aqui estou tentando expurgar uma série de coisas da minha vida. Não dá para confiar em quase nada. Eu era uma pessoa de fé. Acreditava em mudanças ditas positivas. Hoje, custa a crer que algo vai melhorar. Se tenho uma pequena alegria essa se desmancha em um curto espaço de tempo. Dilui-se em nada. Há uma sensação nostálgica, morna, um vazio de presenças queridas. Há tanto vazio, impaciência. Há um grito preso na garganta. Há um desassossego latente e em determinadas horas interminente. Um vai e volta como se estivesse em círculos. Há uma vontade de nada, de não fazer nada, e ao nada me transformar.