quinta-feira, 13 de março de 2008

"Por sete séculos eu fui / escrava(o) devotada(o) de um Mandarim. Trançava de ouro seu pagodes / seus bigodes / regava as suas flores de cristal em seu jardim...." Uma música de Cida Moreira. Rompi com amarras da minha escravidão. Os mistérios envolvem os relacionamentos (certamente doentios). Há muito não sinto minha alma tão livre e com tanta vontade de viver. Rompendo amarras do cais, içando minhas velas, selando meu cavalo (que na verdade é um tigre). Sinto minhas asas começarem a abrir e não são asas de penas coladas com cera. São sangüíneas. Posso me queimar com o calor do sol, mas não despencarei do alto pela fragilidade das asas tal como Ícaro. Romperam-se os grilhões. A Liberdade é mais que um fato. Agora é real. E nada mais me prende ou assusta. Estou renascendo, com um pequeno detalhe: Sábio.